Venda nova do imigrante

Coletivo À Flor da Pele

Amanda da Silva Santos

Artes

Visuais

Meu nome é Amanda Santos, tenho 22 anos. Sou estudante de Letras pelo Ifes, campus Venda Nova e realizo pesquisas na área de Literatura Juvenil. Além disso, sou integrante e faço parte da organização do Coletivo À Flor da Pele, projeto este o qual integro desde sua fundação em 2019. Nas horas vagas faço algumas ilustrações em aquarela e marcadores, escrevo poesias sobre minha vivência, faço videoartes, (tento) ler tarot, me arrisco na cerâmica e na saboaria natural e ajudo uma ONG de animais em situação de rua. Faço um pouquinho de tudo!

Em 2019, o À Flor da Pele - Ensaio I, buscou explorar por meio da fotografia, do videoarte e da performance o protagonismo das comunidades negras de Venda Nova do Imigrante - ES. Por se tratar de um ensaio, entendemos que seria algo experimental, com risco do erro, da falha. O nome do ensaio teve como inspiração a canção de Chico Buarque e Milton Nascimento “O que será (À Flor da Pele)”, sendo assim, àquilo que está intrínseco e que vem à tona. O grupo se firmou enquanto coletivo no dia 20 de novembro de 2019, dia da Consciência Negra, em sua primeira apresentação e exibição performática no palco do Ifes, campus Venda Nova do Imigrante. Em virtude do cenário de pandemia e de indicadores que vão contra a comunidade negra, o Coletivo percebeu a necessidade de, mais uma vez, dar voz ao povo negro e não deixar passar em branco. O segundo ensaio, À Flor da Pele - Ensaio II: Yibambe - no significado da palavra Yibambe: manter-se firme - busca exaltar e valorizar os traços e a beleza negra a partir de produções artísticas como uma forma de expressão, manifesto e denúncia. O Coletivo promoveu uma ação formativa, ministrada por artistas negros capixabas e, voltada às comunidades negras, sobre movimento negro, performance, fotografia e videoarte. O produto artístico final e todo processo de criação buscou explorar a complexidade, a potência individual e, consequentemente: a vulnerabilidade, a imperfeição e o protagonismo de cada um que fez parte desse ensaio.  Para o ano de 2021, espera-se que consigamos nos formar para dar continuidade aos planos sociais que temos para o coletivo e que possamos alcançar mais ainda as comunidades.

Meu trabalho atual é como garçonete, e quando tenho a oportunidade faço tranças nagôs e rastafari, mas busco fazer cursos de tatuagem ainda esse ano, para abrir meu studio, meu hobbie é escrever, poesias, frases, textos e livros